Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 03, 2015

SOCIEDADE || O voto

É a minha primeira vez a votar nas legislativas e sinto que é uma responsabilidade enorme. Votar é isso: uma responsabilidade. É um direito nosso como cidadãos, mas pela mesma razão, é também um dever. O voto, mesmo que anónimo, é uma das maneiras com mais impacto de nos expressarmos, de sermos activos na nossa sociedade (não excluindo manifestações e outros eventos ou acontecimentos), de modo a que consigamos fazer alguma mudança - ou não - na nossa nação. O voto é a liberdade que foi, a muito custo, adquirida de modo a quebrar barreiras antigamente existentes, para que existisse igualdade de direitos como seres activos e importantes numa sociedade. 

Vota porque queres ver mudanças positivas no teu país; vota porque achas que, quem se encontra na presidência, lá deve continuar; vota porque queres mostrar revolta perante o estado actual; vota porque tens esse direito e esse dever; vota porque és cidadão; vota mesmo que seja nulo, mas vota. 

fonte: weheartit

sexta-feira, julho 03, 2015

SOCIEDADE || O autocarro

Ando de autocarro todos os dias, é dele que dependo para me transportar da casa para a faculdade, e vice-versa. Tal como eu, centenas de pessoas o fazem. Cruzo-me constantemente com caras que apanham o mesmo autocarro que eu, tendo-me apercebido que, ao fim de algum tempo, alguns de nós sabem já os nomes uns dos outros. São trocados os "bom dia, como vai?" e a "conversa" limita-se nisso, afinal de contas cada um tem a sua vida. 

Sou menina de, apesar de ir no meu cantinho, encostada à janela enquanto observo a paisagem e os carros que vão passando, ao mesmo tempo que oiço as músicas da minha playlist, também analisar quem vai comigo no autocarro. Não faço daquelas análises profundas - nem tenho intenções disso, cada um tem a sua vida e não sou tão metediça ao ponto de querer saber coisas sobre quem faz a viagem comigo -, mas sim ao comportamento de cada um. 

Apercebi-me que existem sete tipos de pessoas no autocarro: os que vão a dormir, seja na viagem de ida para Lisboa, ou de volta para casa; outros que vão a ler; aqueles que preferem ouvir música; os que aproveitam para ver e actualizar as redes sociais ou jogar, maioritariamente, Candy Crush; os que vão a falar ao telemóvel, seja a tratar de assuntos de trabalho ou a falar com familiares, a quem dizem "já vou para casa para fazer o jantar"; aqueles que encontram amigos ou familiares e com quem passam a viagem a falar; e, por fim, os que estão no autocarro e que vão a viagem toda a olhar, observar o ambiente à sua volta. Ah! e aqueles que gostam de passar o trajecto a olhar para os telemóveis dos outros. 

Vamos todos no mesmo espaço público, dentro de um transporte que nos leva a quase todos ao mesmo destino, e é incrível a forma que cada pessoa passa durante a viagem. Cada um vai na sua bolha, todos quase deprimidos, com caras de enterro (digo isto porque é raríssimo ver as pessoas animadas no autocarro), todos eles absorvidos nos seus afazeres, e quando carregam no "stop" e descem as escadas que os leva a sair do autocarro, tornam-se pessoas completamente diferentes. Continua cada um no seu mundo, mas é uma vida diferente da que levavam no autocarro. As pessoas acordam, fecham os livros, terminam os jogos, fazem o sinal de "adeus" com a mão, e entram num ritmo absolutamente diferente, como se passassem entre níveis de um videojogo. 

Não é que sejam estranhos estes comportamentos por parte de cada um, mas não deixam de ser curiosos, pelo menos para a minha pessoa. Gosto de prestar atenção, de analisar as coisas, e o comportamento humano é algo que me fascina. Porque é que, no autocarro, as pessoas apesar de quererem descansar e aproveitar os últimos minutos antes de se afogarem no trabalho ou nas aulas, nas consultas médicas, não são mais animadas, não convivem umas com as outras? O autocarro cria uma redoma quase intransponível em cada um de nós. 

fonte: weheartit

quinta-feira, junho 25, 2015

SOCIEDADE || "Pessoas com estudos superiores são mais inteligentes"

Tenho tios-avós que vivem há anos na Suécia, e todos os Verões vêm passar férias a Portugal para aproveitar tempo de qualidade com a família. Esses meus tios têm 73 e 80 anos, e são das minhas pessoas favoritas, de toda a gente que conheço. 

Contudo, o meu tio, apesar de ser um indivíduo extremamente inteligente e estudioso, tendo estudado desde sempre por auto recriação devido à sua enorme curiosidade e sede de conhecimento do mundo, e tendo aprendendo imenso devido a toda à sua longa experiência de vida, tem a mania de afirmar que as pessoas com estudos superiores são mais inteligentes que aquelas que não ingressam na faculdade. Esta afirmação faz-me muita confusão, e causa-me um enorme desconforto quando a oiço. Apesar de a ouvir muito da boca dele, a verdade é que isto é um grande cliché na nossa sociedade, muita gente tem esta ideia que, na minha opinião, é errada. 

Hoje, a caminho da praia, o meu tio estava a falar de palavras específicas (das quais não me lembro), da sua criação e significado, e diz "Adriana, tu que andas na faculdade, deves saber isto melhor que a tua mãe porque ela não andou lá" e fiquei automaticamente indignada. A minha resposta foi "Tio, não é por andar na faculdade que significa que saiba mais que a minha mãe". E não é. Apesar da minha mãe e qualquer outro elemento da minha família não ter estudos superiores, não indica que eu seja mais inteligente que eles. Todos eles têm conhecimento de coisas que eu certamente não tenho, e vice-versa. Estudo na faculdade e talvez saiba algo mais em relação a uma área mais específica, mas isso não equivale a mais ou menos inteligência. 

Mete-me confusão que tenham esta ideia porque há quem saiba mais em relação a determinada matéria não porque tem uma licenciatura, mestrado ou doutoramento, mas sim porque passou por alguma experiência que lhes proporcionou saber mais sobre determinada área. E os curiosos, que se gostam de informar e ler, aprender sobre um pouco de tudo? E os que são realmente inteligentes, mas que não têm posses monetárias para poder estudar na faculdade? E aqueles que nem pretendem ter um curso superior, mas que são igualmente ou até mesmo mais inteligentes do que quem lá estuda? 

A questão da inteligência é extremamente ambígua e, na minha opinião, não pode - nem deve! - ser medida por elites. A minha mãe pode ter o 9º ano, a minha avó a 4ª classe, e a minha tia o 12º ano de escolaridade, e eu, que estou em transição para o 3º ano de licenciatura, não sou mais inteligente que elas. Nem mais, nem menos. 

sábado, janeiro 24, 2015

SOCIEDADE || Chumbo da adopção por famílias homoparentais

 Foi, mais uma vez, chumbada no parlamento a adopção por casais homossexuais. Dia 21 deste mês os ministros e políticos votaram e foi este o veredicto ao qual chegaram. Este é um assunto no qual gira muita polémica à sua volta, que divide a sociedade e que gera muita revolta, e com toda a razão. Quando falo em revolta, refiro-me a quem apoia e luta pelos direitos de igualdade entre os casais hetero e homossexuais. E eu, sendo apoiante de que todos merecem ser felizes e criar família, independentemente da orientação sexual, estou revoltada com esta decisão tomada no parlamento. 

Toda a gente merece ser feliz e deve lutar pela sua felicidade e objectivos, e é exactamente isso que se está a fazer. Há demasiado preconceito à volta desta situação, preconceito esse que não deveria existir em pleno século XXI. Um dos maiores preconceitos, na minha opinião, é rotular logo ao se dizer "casais homossexuais" e não se chamar aos casais ditos "normais" (como se diz muito por aí) "casais heterossexuais". Claro que isso não se ouve em lado nenhum, porque lá está "Deus criou o homem e a mulher para os dois sexos se juntarem, e não pessoas do mesmo sexo". A minha resposta a isto é - e peço imensas desculpas pelo palavreado - uma merda. Primeiramente, não há mal nenhum em amar pessoas do mesmo sexo. Após tantos anos a lutar pelo casamento que, em 2010 foi finalmente aceite em Portugal, cortam assim "as rédeas" no que toca a constituir família. 

Não é por se estar casado ou viver com um parceiro que seja do mesmo sexo, que vão deixar de querer ter filhos e dar continuidade à família. Não é por ter pais homossexuais que se vai ser menos feliz. Aliás, nem todos os filhos de casais heterossexuais são felizes! Há tanto preconceito à volta da adopção, que nem olham para as famílias que têm um membro masculino e um feminino e que deram continuidade à família e que tratam mal os filhos, filhos esses que são do seu sangue! Para esses casos já não há tantas limitações, mas para um casal em que existem dois pais ou duas mães, muda tudo de situação de maneira absurda. 

Claro que não deve ser nada fácil para uma criança estar na escola e haver as perguntas do pai e da mãe e elas terem uma família homoparental, Ninguém questiona isso, certamente. Mas se há a hipótese de uma criança sair de um orfanato e ir para uma casa feliz, uma família que trate bem a criança, que sejam os pais dela e que lhes expliquem a situação quando tiver uma idade em que comecem a entender as coisas, porque não apoiar esta adopção? Há a possibilidade de proporcionar felicidade à criança. E não é por estar numa família que seja homoparental, que signifique que os filhos sejam da mesma orientação sexual que os pais. 

As crianças gozam ou brincam com as situações, claro que sim, mas muito desse gozo vem de casa, vem da educação que os pais dão às crianças, não no sentido de dizerem "esta pessoa não é boa porque têm duas mães ou dois pais" mas sim explicando que existem casos desses e que não devem ser considerados diferentes de todas as outras famílias. 

Se há amor para dar, não se deve limitar o constituir de uma família. Estão a proporcionar felicidade e um lar às crianças. Não passa a ser um amor diferente por ser de x ou y orientação sexual. Se se fala tanto em igualdade e numa sociedade unida com os mesmos direitos, porque não se começa realmente agir em relação a isto, e se deixar de tanto preconceito? 

sábado, março 22, 2014

SOCIEDADE | A moda de fumar

Hoje estava no Facebook e vi uma publicação num grupo de uma rapariga que devia ter uns 13/14 anos a perguntar "Quem daqui fuma tabaco, erva, etc?". Fiquei um bocado chocada com as respostas de rapariguinhas com 12 anos a dizer que fumam as duas coisas, e todas orgulhosas de o fazerem. Mas não percebo o porquê. 

Nunca entendi ao certo a "moda de fumar" para parecer fixe. Apenas não me cabe na cabeça, e, de certa maneira, revolta-me. Porque? Porque são miúdas e miúdos com o mínimo de 11 anos, que deviam estar a brincar com bonecos ou com os amigos, estão a fumar para serem fixes em frente aos mais velhos da escola, secalhar para atrair rapazes e raparigas mais velhos que fazem o mesmo, para lhes mostrar que eles também já são crescidos e que valem a pena para ser amigos ou namorar. 

Isto deixa-me bastante chateada, porque eles estão a crescer muito mais depressa do que deviam. Eles estão na idade de brincar, jogar às escondidas, de comprar gomas, não de comprar tabaco. Não sei se eu é que sou "antiquada" relativamente a este tema, ou se eles é que são demasiado à frente. Mas não sei o que é pior: se eles andarem a gastar assim o dinheiro que os pais lhes dão para comer, ou se os pais saberem e não fazerem nada, para além de continuarem a sustentar os seus vícios. Isto é um problema extremamente grave na nossa sociedade, que devia ser uma alerta para toda a gente. 

Mas outra coisa que não percebo é a quantidade de informação que nos rodeia diariamente sobre os perigos do tabaco, mas mesmo assim as pessoas não querem saber. Diz-se que temos os nossos pais como exemplo, e é verdade, mas sendo eles um exemplo, devem informar os filhos do perigo das coisas, principalmente hoje em dia. Os meus pais são fumadores, tal como o meu padrinho, e eles sempre me avisaram do perigo do tabaco. Mas foi mesmo por eles me alertarem para esses perigos, que eu sempre lhes dei na cabeça para eles largarem esse vício malicioso. 

Eu tenho uma irmã que vai fazer 7 anos no próximo mês, e tenho imenso receio que ela se torne uma destas crianças que quando tiver 12 anos também fume e se vista que nem uma pega como as miúdas que vejo na rua. Aliás, mesmo que eu não fume, vou sempre alertá-la dos perigos que o tabaco traz, e que ela tem todo o tempo do mundo para viver todas as fases. Mas para ela não querer antecipar as coisas. É isto que todas as crianças deviam fazer.

(imagem retirada da internet)

sábado, março 15, 2014

SOCIEDADE | Lei da Co-adopção por casais homossexuais

Acabei de ler no Diário de Notícias online, que a lei da co-adopção por parte da casais homossexuais foi recusada. É a primeira vez que falo aqui no meu blogue sobre assuntos destes, porque estas temáticas me deixam super revoltada e às vezes prefiro ficar calada do que ficar chateada com este mundo e outro. Peço imensa desculpa caso escreva algumas frases gramaticalmente menos correctas, mas não consigo mostrar o meu desagrado perante a situação, portanto não sei se me vou estar a preocupar com o que escrevo, e peço já imensas desculpas por isso. Não quero ser de todo desagradável para ninguém, portanto vou-me tentar conter nas palavras. 

Sou heterossexual e apoio a 1000% os casais homossexuais, sejam casais de homens ou mulheres. Aliás, tenho alguns amigos homossexuais, e uma das raparigas que mais adoro é bissexual. E adoro-os a todos! Não os trato de maneira diferente devido à orientação sexual de todos eles, porque eles são seres humanos, são pessoas impecáveis como todas as outras, e até melhores que alguns, e acho que têm todo o direito em ser felizes e lutarem pelos seus objectivos de vida. Certamente, esses objectivos passam por constituir família, tal como todos os casais heterossexuais. E qual é o mal disso? Absolutamente nenhum! Acho que não deve proibir absolutamente ninguém de seguir o seu sonho e concretizá-lo. 

Mas agora digam-me, porque raio é que querem "cortar as vazas" aos casais homossexuais que querem adoptar crianças? Não merecem, é? São menos humanos que os outros? Não têm direitos? Têm medo que façam mal às crianças, que as violem? Por favor, não me lixem assim! E os casais heterossexuais que adoptam e que violam, escravizam, matam as crianças? Para esses já está tudo bem só porque são heterossexuais? Isso é ridículo! Acho que é muito mais difícil um casal homossexual fazer algo assim, porque é muito mais difícil para eles poderem adoptar e criar uma criança que proveio de um casal heterossexual. Os homossexuais merecem ser felizes como todas as outas pessoas, porque eles não são diferentes de ninguém! Eles não têm culpa que a sociedade sejam tão ridiculamente preconceituosa! 

É verdade que as crianças quando forem para a escola possam ser alvo de chacota por terem pais do mesmo sexo, mas possa, só são alvo de chacota por parte das outras crianças porque essas tiveram essa educação depravada em casa! Nós somos todos iguais, independentemente da nossa raça, religião ou orientação sexual! É asqueroso, na minha opinião, todos estes tabus perante uma situação assim. Toda a gente merece os mesmos direitos, igualdade! Não é, afinal de contas, por isso que nós todos lutamos hoje em dia? Os homossexuais não são diferentes. Têm todo o direito de serem felizes, e acho horrível o que o governo fez perante esta situação.