segunda-feira, junho 30, 2014

AMOR | Crianças

Metemo-nos a brincar às escondidas nas árvores, e no fim quando o apanhei, começámos a rir, e ele disse "Parecemos imenso duas crianças". É assim que me sinto.

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O meu coração ficou lá

Como vos disse neste post, ontem fui à Zara para comprar as sandálias, mas não contava com um entrave tão grande. Vocês não imaginam a minha cara de desiludida quando experimento as sandálias e elas servem-me, é verdade, mas ficam super super super super (podia ficar aqui a escrever "super" o resto do dia) mal nos meus pés. Óbvio que não as comprei, mas o meu coração ficou com elas na Zara do Alegro de Alfragide. Porquê mãe? Porque não me prendaste com uns belos pés de princesa? Porque me deste umas patas de urso polar?

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domingo, junho 29, 2014

VIDA UNIVERSITÁRIA | Foi como o vento soprar apenas uma vez

O meu primeiro ano de faculdade está finito. Ainda me pergunto "Como é que pôde tudo passar tão rápido?". Ainda no ano passado, por esta altura, estava eu a trabalhar e a ter pesadelos com os resultados da primeira fase dos exames nacionais e a panicar com a minha possível entrada em primeira fase na minha faculdade de eleição. Paniquei ainda mais quando soube que não entrei em primeira fase, e quando me auto propus ao exame de Português em segunda fase (não sendo necessário, porque tive positiva no primeiro, foi mais porque sabia que tinha capacidades para melhorar a nota e melhorei). Paniquei nos dias em que estive desesperadamente à espera do resultado das colocações de segunda fase, e chorei quando a minha melhor amiga me ligou a dizer que tinha entrado na FLUL. Dei um berro enorme, saltei, e estava a trabalhar. Isto em plenas 22:30, numa bomba de gasolina cheia de clientes. 

Lembro-me que caí de paraquedas no meu primeiro dia de aulas na FLUL. Não era a minha faculdade de eleição, e honestamente, foi para aí a minha terceira ou quarta escolha, mas fiquei super contente por lá ter entrado. No primeiro dia conheci uma menina espectacular, a minha Ritinha, uma menina de Tomar, que fala à tia de Cascais, e não nos separámos mais. Poucos dias depois, na nossa primeira praxe, conhecemos mais 6 pessoas, e formámos um grupo kinda super inseparável, que ainda se mantém, mas com mais gente e mais inseparável. Todos os meus momentos foram passados com eles, e é graças a eles que neste momento ainda estou na faculdade. 

Foram muitos os momentos em que pensei em desistir, não por o curso ser difícil, mas sim por problemas pessoais. Este ano foi o ano em que a minha vida deu uma volta de 360º, num sentido muito negativo, e debati-me muito contra a minha própria tristeza. E se não fossem por aquelas meninas e meninos ali em cima, que me deram imensa força, eu tinha completado o meu primeiro semestre e não punha lá mais os pés. 

O meu primeiro ano de faculdade foi marcado por momentos muito felizes e por momentos demasiado tristes. Foi marcado por aulas difíceis, professores impossíveis, muitos trabalhos e frequências de matar, acompanhados por muitas dores de cabeça e o café tornou-se o meu melhor amigo. Foi marcado por festas, bebedeiras, diversão, pizza ao pequeno-almoço e sleep overs em casa da Ritinha. Foi marcado por notas agradáveis e outras surpreendentes, por tardes completas a fazer fotossíntese no jardim da faculdade, por praxes que pareciam intermináveis mas que proporcionaram alguns dos melhores momentos da minha vida. Foi marcado por atritos, por abraços e momentos de apoio incondicional. Foi marcado por amizades que são para a vida, e por momentos que passei unicamente com aquelas pessoas. 

Lembro-me perfeitamente de como tudo começou, e de todos ou quase todos os momentos que me acompanharam até ao dia de hoje, e tudo passou demasiado rápido. Foi mesmo como se o vento soprasse apenas uma vez, e me trouxesse ao dia de hoje, em que estou cheia de saudades do meu grupinho e a panicar por ir fazer um exame que considero impossível para mim.

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sábado, junho 28, 2014

Paixão na TRF


Apaixonei-me no outro dia na Zara por estas sandálias lindas lindas, e só não as comprei porque iria gastar imenso dinheiro apenas num dia, portanto adiei a sua compra. Amanhã será o dia em que as irei comprar (espero eu!), e não podia estar mais entusiasmada! 

GUARDA ROUPA | Fica ou vai?

A minha avó e a minha mãe passam o tempo todo a refilar comigo. "Tens tanta roupa e vestes sempre o mesmo", "Só sabes é comprar roupa e depois fica tudo acumulado", "Só gastas é dinheiro em roupa e andas sempre com a mesma camisola", e "Qualquer dia queimo-te a roupa toda que vestes, para começares a vestir aquelas peças que estão ali num canto" são as frases mais proferidas por elas, e admito que a última faz-me rir imenso porque a minha avó faz sempre uma cara tola quando a diz. Admito que há coisas que elas dizem acertadamente, e isso aplica-se ao que elas dizem da roupa. Há roupas que tenho que estão na gaveta porque me custa imenso dar, mas essa roupa hoje vai. Essa e as outras que já não me servem ou que não gosto. 

Há sempre alturas em que me dá na cabeça e faço uma limpeza ao meu armário e às minhas gavetas, e hoje foi um desses dias. Acabei agorinha mesmo de fazer essa limpeza, e dei por mim a tirar toda a roupa que tinha numa das gavetas e pus num saco para dar para a caridade. São, no total, 15 camisolas para doar a quem mais precisa, e estou bastante contente com isso. Não contente por ter tanta roupa que já não usava, mas contente porque vou ajudar quem mais necessita, e sinto-me muito bem a fazer isso, porque todos nós devemos ajudar quem pouco ou nada tem (este assunto fica para outro post, porque acho uma temática bastante interessante para ser falada).

A limpeza de hoje foi um pouco (bastante) radical, porque como toda a gente, tenho umas peças de roupa predilectas em relação às outras que não me servem, mas que me custam sempre dizer "esta vai", mas hoje até essas foram. Senti que estavam a ocupar espaço e que, na verdade, já lá não estavam a fazer nada. Claro que caso a minha irmã queira - e que vá usar mesmo! - ela fica com elas, mas caso contrário, será o adeus eterno que estive a adiar por uns meses ou até por uns anos. Mas lá está, têm mesmo que ir. 

Com tanta roupinha que tirei das minhas gavetas hoje, já está tudo organizado e eu já estou com a consciência mais tranquila por ter no meu armário apenas roupa que use, e já me sinto mais leve e mais free de ouvir reclamações por parte da minha mãe e da minha avó (apesar que isto vá demorar pouco tempo, para a semana elas já vão começar de novo com a conversa do "tens tanta roupa e andas sempre com o mesmo", mesmo que dessa vez já não seja verdade). 

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