domingo, janeiro 04, 2015

ANTES DE MORRER

Sendo rapariga e tendo uma adoração enorme pelo mundo da moda, adoro ver desfiles. Apesar disso, os que vejo são sempre ou pelo computador ou quando os transmitem pela televisão, mas quero imenso poder assistir a um ao vivo. Um dos desfiles que mais quero ver, com as modelos ali à frente em carne e osso e a pavonearem-se de tão lindas que são e de estarem a usar peças de roupa maravilhosa, enquanto eu me babo e invejo cada milímetro dos seus corpos, é o Vitoria's Secret Fashion Show. 


PORTUGAL DE CORAÇÃO || Artistas de rua

Estava agora a ver umas fotografias de uma das minhas dezenas de idas à baixa lisboeta, e vi umas que tirei a artistas de rua, aqueles que parecem estátuas que por vezes assustam as crianças quando elas pensam que são mesmo estátuas e, de repente, se mexem, e decidi falar sobre isso aqui, porque é algo que gosto imenso de observar nas ruas lisboetas (falo no caso de Lisboa, mas quero frisar que me refiro a todas as cidades)

Sempre que vou passear à baixa, uma das coisas que mais gosto de fazer é ficar parada no meio das ruas feita totó a observar esses artistas e é como se fosse um regalo para os meus olhos. Não só esses que estão em cima de uma plataforma e que só piscam os olhos, mas também os que passam os encantos lisboetas para o papel, num maravilhoso desenho ou os que nos animam a vista através da dança. O que estes artistas fazem, são trabalhos dignos de admirar e cujo mérito deve ser reconhecido, pois não é algo que deve ser feito do dia para a noite e requer muita dedicação, certamente.

Para além do entretenimento público, estes artistas vão para as ruas para ganhar dinheiro, e é, na minha opinião, aí que nós falhamos. Digo que falhamos porque nos limitamos a ver os espectáculo que eles dão, mas não damos algo em troca - neste caso, dinheiro. O dinheiro - ou a falta dele - é a maior razão pela qual os artistas saem de casa e nos vão "divertir" na rua. Apesar de nem toda a gente ter muito dinheiro, acho que alguns de nós poderíamos dar esse reconhecimento a estes artistas. Quem fala nos artistas, fala também nos sem-abrigo que pedem auxílio diariamente e que são ignorados. Acho que estes são assuntos que devem ter atenção por parte de toda a gente.























Fotografias da minha autoria

sábado, janeiro 03, 2015

OH, LOVELY || Olá 2015

Honestamente, sou uma pessoa de poucas expectativas. Eu própria me questiono imensas vezes do porquê, e a conclusão a que chego é que acabo sempre por me desiludir quando tenho expectativas em relação a alguma coisa. Há sempre algo que me vai atingir como se fosse uma seta no coração ou um daqueles discos voadores na cabeça que me fazem ver pintainhos ou patinhos, como um sinal de que devia acordar do sonho que é a expectativa. Sou assim em relação a amizades e aprendi a ser assim em relação a namoros. Prefiro ser surpreendida, e caso seja de maneira negativa, quero já estar preparada para tal. Sei que isto é mau, mas aprendi a ser assim e não sei se me arrependo.
Embora diga isto, tenho poucas expectativas, como disse anteriormente, o que significa que as tenho. E, desta vez, tenho em relação ao novo ano que entrou há 3 dias atrás. Tenho-o em parâmetros muito altos porque tenho planos para este ano. Fui fazendo uma lista de objectivos, e as minhas poucas expectativas que estão em cada bocadinho do meu corpo centram-se todas no que tracei para 2015. Não sei se me arrependo de ter traçado esses parâmetros, mas visto que não sou uma pessoa de arrependimentos, acho que vou ao sabor do vento. Espero mesmo que 2015 seja um bom ano para mim e para todas/os vocês, com ou sem expectativas.

REVIEW || 2014

Não sei 2014 foi um bom ou um mau ano, mas foi um ano surpreendente, por bons e maus motivos. Foi um ano de novos sentimentos, desafios que pareciam não ter fim, dores de cabeça, problemas que atingiram em demasia toda a família, um ano de descobertas pessoais, de novas amizades e de amor. 

No ano passado foi o ano em que decidi que deveria criar este blogue, que estava há anos para ganhar coragem para o fazer. Consegui ganhar confiança e liberdade pessoal suficiente para levar este "projecto" para a frente e expor a Adriana. Foi das melhores coisas que podia ter feito, porque ganhei uma confiança em mim que não fazia ideia que existia. Por falar nisso, o blogue está quase a fazer o seu primeiro ano, apesar de terem sido apenas 7 meses de publicações (devido ao problema que tive com o computador). De qualquer maneira, não podia ter começado 2014 de melhor forma. 

Como já disse, 2014 foi um ano de novos sentimentos. Tive o coração partido em pedaços, passei bastante mal devido a essa pessoa, foram alguns meses bastante difíceis para mim, mas com o desenvolver das situações, consegui entender que fora realmente o melhor que se podia ter feito, e que o sentimento pela pessoa não era exactamente o que pensava ser, já para o fim da relação. Apesar de tudo, cresci imenso como pessoa e fez-me abrir os olhos em relação a determinadas situações, tendo aprendido a distinguir o bom do mau. Fez-me abrir novos caminhos e dar oportunidades que, se calhar, achava serem impensáveis. Encontrei o amor, encontrei a felicidade e não podia ter melhor pessoa ao meu lado, que atura os meus mimos, parvoíces e amuos incansavelmente. 

Fiz 19 anos e amadureci um bocadinho - mas só mesmo um bocadinho - porém ainda tenho uma criança dentro de mim que teima em me dominar e sou 101% apologista disso. Em contrapartida, tive que encarar assuntos sérios e, apesar da minha cabeça fumegar com tudo isso, acho que tenho conseguido enfrentar esses assuntos da melhor maneira. Aprendi a ser uma pessoa forte, mesmo com todas as minhas fraquezas e inseguranças. Os meus amigos foram e continuam a ser um pilar enorme na minha vida, que me dão coragem para conseguir encarar os problemas de cabeça erguida. 

2014 foi também o ano em que concluí o primeiro ano da faculdade e passei a tudo! Não sei se se lembram de eu falar que tinha chumbado a uma disciplina e ter ido a exame, mas rezei tanto tanto tanto aos anjinhos da História das Ideias Contemporâneas, que consegui passar com 10. Foi motivo para fazer uma festa all by myself num cabeleireiro. 

O ano que passou, foi um ano em que senti que podia recomeçar a minha vida, ao lado de quem mais gosto. Foi uma nova etapa no meu crescimento e o ano em que fiz os meus pais roerem-se de inveja por eu ter visto, com 18 anos, The Rolling Stones ao vivo. Fui a concertos espectaculares, com pessoas maravilhosas, que me acompanharam durante um ano inteiro (fora os anos anteriores). Em 2014, passei de caloira a doutora e fui prendada com dois afilhados maravilhosos, que não podiam estar mais contentes pela madrinha fabulosa flawless que têm. Com risos infinitos, milhares de fotografias e boas memórias me despedi de 2014. Agora, já num novo ano, estou preparada para novas aventuras. 

Quando a saudade aperta

Ninguém consegue o meu desespero para ter de volta o meu computador. Foi entregue em Julho do ano passado para ser arranjado e só voltou às minhas mãos nos últimos dias de Dezembro. Foi um stress enorme estar tanto tempo sem o portátil que me faz falta diariamente, e uma das coisas que mais me custou foi mesmo não conseguir vir aqui e escrever para vocês e para mim. Foi tão desesperante que quase conseguia ver os meus neurónios espalhados pelo chão cada vez que se falava no tema "computador" ou sempre que me perguntavam "Então, quando voltas ao teu blogue?".

Ao fim de 6 meses ausente, voltei à blogosfera, pronta para partilhar novas histórias que o novo ano me vai propor, tal como partilhar algumas que se passaram enquanto estive longe deste sítio que tanta falta me faz. Estou pronta para voltar aos desabafos e às opiniões, pronta para voltar às músicas, aos risos e choros, pronta para melhorar o que era outrora. 

Sejam bem-vindos de novo ao "Mojito in August". Tive saudades de casa.