segunda-feira, julho 06, 2015

AMOR || A felicidade

(Honestamente, não sei se posso incluir este texto no tópico "amor".) Não é habitual falar sobre amor, e tampouco estou apaixonada ou tenho alguém. Contudo, é um tema ao qual não podemos fugir. A nossa vida é. infelizmente, muito definida pelo amor, por ter ou não alguém ao nosso lado. A felicidade só é vista como algo possível se tivermos um/a parceiro/a, e não há algo mais errado do que isso. 

Vejo muita gente a necessitar uma outra pessoa, alguém que os ame, alguém que possam amar, e essas mesmas pessoas aclamam que só conseguem ser felizes desta forma. Isso, muito honestamente, mete-me demasiada impressão, e por vezes "pena". Digo "pena" porque não é a palavra mais correcta para usar, mas a mais idênica. Digo "pena", porque estas pessoas precisam de se encontrar, de fazer algo por elas mesmas, precisam de saber o que é ser-se feliz consigo e com o que as rodeia. Precisam, na minha opinião, de ver o mundo, de ver os outros, encontrarem o belo e a felicidade em pequenas coisas que podem fazer a diferença - não a diferença para outrem, mas sim a diferença para si mesmos. Necessitam de fazer descobertas pessoais, novas facetas que estão escondidas, mas que merecem vir acima. 

Se o amor é essencial? Isso não se questiona, de todo. O que o amor nos proporciona é único. Já estive apaixonada, já tive quem me amasse de verdade, tal como amei a pessoa, e sei bem a felicidade indescritível que sentimos, não só por nos fazerem felizes e sentirmos-nos completos, mas acima de tudo, por fazermos alguém feliz. Tudo isso é mágico, é único e merece ser vivido. 

No entanto, não se deixem enganar, porque não é só o amor (nem o dinheiro!) que pode trazer felicidade a alguém. Não se deixem agarrar por essa ideia, porque não é a mais certa. Nós podemos ser felizes estando sozinhos. Aliás, eu descobri uma felicidade diferente quando a minha relação acabou. Descobri a felicidade própria, se assim lhe posso chamar. Comecei a olhar para as coisas de forma diferente, descobri pormenores que fizeram realmente a diferença na minha vida, dediquei-me aos meus amigos, à minha família, a mim mesma, fiz - e faço - variadas coisas que fazem de mim uma mulher feliz. São vários os acontecimentos e momentos que me proporcionam felicidade. E são essas coisas que fazem falta a quem acha que só se "atinge" a felicidade quando têm um compromisso com alguém. Acima de tudo, têm que saber que vocês têm um compromisso, um compromisso com vocês mesmos.  


fonte: weheartit

sexta-feira, julho 03, 2015

SOCIEDADE || O autocarro

Ando de autocarro todos os dias, é dele que dependo para me transportar da casa para a faculdade, e vice-versa. Tal como eu, centenas de pessoas o fazem. Cruzo-me constantemente com caras que apanham o mesmo autocarro que eu, tendo-me apercebido que, ao fim de algum tempo, alguns de nós sabem já os nomes uns dos outros. São trocados os "bom dia, como vai?" e a "conversa" limita-se nisso, afinal de contas cada um tem a sua vida. 

Sou menina de, apesar de ir no meu cantinho, encostada à janela enquanto observo a paisagem e os carros que vão passando, ao mesmo tempo que oiço as músicas da minha playlist, também analisar quem vai comigo no autocarro. Não faço daquelas análises profundas - nem tenho intenções disso, cada um tem a sua vida e não sou tão metediça ao ponto de querer saber coisas sobre quem faz a viagem comigo -, mas sim ao comportamento de cada um. 

Apercebi-me que existem sete tipos de pessoas no autocarro: os que vão a dormir, seja na viagem de ida para Lisboa, ou de volta para casa; outros que vão a ler; aqueles que preferem ouvir música; os que aproveitam para ver e actualizar as redes sociais ou jogar, maioritariamente, Candy Crush; os que vão a falar ao telemóvel, seja a tratar de assuntos de trabalho ou a falar com familiares, a quem dizem "já vou para casa para fazer o jantar"; aqueles que encontram amigos ou familiares e com quem passam a viagem a falar; e, por fim, os que estão no autocarro e que vão a viagem toda a olhar, observar o ambiente à sua volta. Ah! e aqueles que gostam de passar o trajecto a olhar para os telemóveis dos outros. 

Vamos todos no mesmo espaço público, dentro de um transporte que nos leva a quase todos ao mesmo destino, e é incrível a forma que cada pessoa passa durante a viagem. Cada um vai na sua bolha, todos quase deprimidos, com caras de enterro (digo isto porque é raríssimo ver as pessoas animadas no autocarro), todos eles absorvidos nos seus afazeres, e quando carregam no "stop" e descem as escadas que os leva a sair do autocarro, tornam-se pessoas completamente diferentes. Continua cada um no seu mundo, mas é uma vida diferente da que levavam no autocarro. As pessoas acordam, fecham os livros, terminam os jogos, fazem o sinal de "adeus" com a mão, e entram num ritmo absolutamente diferente, como se passassem entre níveis de um videojogo. 

Não é que sejam estranhos estes comportamentos por parte de cada um, mas não deixam de ser curiosos, pelo menos para a minha pessoa. Gosto de prestar atenção, de analisar as coisas, e o comportamento humano é algo que me fascina. Porque é que, no autocarro, as pessoas apesar de quererem descansar e aproveitar os últimos minutos antes de se afogarem no trabalho ou nas aulas, nas consultas médicas, não são mais animadas, não convivem umas com as outras? O autocarro cria uma redoma quase intransponível em cada um de nós. 

fonte: weheartit

quinta-feira, julho 02, 2015

VERÃO || Aborrecida/o?

Olá, chamo-me Adriana, tenho 19 anos e aborreço-me muito facilmente no Verão. Sofro deste "problema" porque passo os meus Verões quase sempre em Lisboa, enquanto a maioria dos meus amigos vai com as famílias ou com outros amigos de férias. Concluindo, tenho (quase) tudo para dar comigo a fazer absolutamente nada e a pensar que estou extremamente aborrecida. Acreditem ou não, dou em doida com isto! Deste modo, vi-me obrigada a arranjar soluções para não entrar em colapso enquanto estou em casa a olhar para as paredes e a tentar matar melgas; e lembrei-me de partilhá-las com vocês, caso - e acredito que por vezes, sim - alguma vez se sintam aborrecidas/os durante esta época e não saibam o que fazer. 


Fazer exercício físico
Sou uma preguiçosa assumida, é verdade. Contudo, tenho a plena noção de que, para ter um corpo com o qual me sinta bem e, acima de tudo, ser saudável, preciso de fazer exercício físico. Não sou fã de procrastinar, apesar de o saber fazer muito bem, mas quando estou em casa sem fazer nada, dou por mim a olhar para o chão (isto, meninas e meninos, é verídico!) e fico com vontade de mexer o pernil, trabalhar os glúteos e fazer uns quantos abdominais. Este protótipo de exercício físico pode nem fazer muito efeito no meu corpo, mas a verdade é que acabo por me sentir mesmo bem após o fazer, para além de que passo o meu tempo a fazer algo útil e ainda desocupo a minha cabeça de qualquer preocupação que lá estivesse a morar anteriormente. 

Arrumar o quarto
Mas arrumar o quarto a sério. Estão a ver aqueles papéis que guardaram porque na altura tinha lógica não os deitar para o lixo por qualquer razão, mas que agora não têm utilidade? Dêem uma volta nisso e em tantas outras coisas. Mudem os objectos de decoração, ponham as coisas em sítios diferentes; tentem até encontrar uns DIY's giros e fáceis, que dêem outro ar ao vosso espaço. Façam uma limpeza profunda ao mesmo tempo que a vossa playlist favorita - e que vos faça dançar, isso é crucial - está a tocar. 

Dar uma volta pela praia/jardim
É Verão, normalmente faz calor e estar em casa por vezes torna-se insuportável. Seja sozinha/o ou acompanhada/o, dar uma volta faz sempre bem, não só ao nosso corpo, como também à cabeça. Eu sei que, na maioria das vezes, o calor é excessivo e também não sabe bem estar na rua, mas se for o caso de estares aborrecida/o logo pela manhã ou pelo fim da tarde, antes do jantar, podes sempre tentar aproveitar o pouco fresquinho que faz na rua. Estar deitado na areia da praia, quem sabe até a nadar, ou estar sentado na relva ou num banco de jardim, seja a cheirar flores ou apenas a ver a paisagem, tudo isso acaba por saber bem. E digam lá, há melhor do que ver o pôr-do-sol numa praia ou no verde de um jardim?

Ler
Para mim, um dos maiores prazeres da vida é pegar num livro e só descansar quando o acabar. Sou uma leitora nata, sinto a necessidade de ter sempre um livro novo na mesa-de-cabeceira, e quem lê por gosto, não cansa! Há tão bons exemplos de literatura que merecem o nosso olhar, a nossa mente! Atenção, por muito que gostem de de ler, não se prendam só a isso. Há tantas coisas boas para fazer, não se resumam a ser "ratos de biblioteca" como se lhes é chamado nos Sims; até porque têm que pensar nos vossos olhos! 
( O mesmo se aplica em relação a séries e filmes!)

Ir a museus, bibliotecas e outros monumentos 
Conhecer a cultura do nosso país e ver um pouco da de outros é sempre bom para o crescimento pessoal e conhecimento do mundo. Temos tantos edifícios, tanta arquitectura que merece ser admirada e reconhecida; elementos culturais do interior e do litoral que não conhecemos, que merecem o devido reconhecimento. O que é nacional é bom, e temos que dar valor àquilo que temos dentro do nosso país. 

Ver os teus sites/blogues favoritos 
Porque não ir ver os updates escritos pelos teus bloguers favoritos, ou ver novas colecções das tuas lojas de roupa ou objectos de decoração favoritos? Apesar de estares em frente a um ecrã de computador, acabas por te entreter e interessar por aquilo que estás a ver. Mantens-te a par das novidades de várias áreas, e quem sabe até se não tens inspiração para fazer algo diferente? 

Combinar um café com as/os tuas/teus amigas/os
O que é melhor que estar com as pessoas que adoras e com quem te divertes mais? Sejam amigos de há alguns anos ou os mais recentes, é sempre bom estar rodeado das pessoas de quem gostamos. Marquem um café, saiam da rotina, contem as novidades, tirem dezenas de fotografias, falem, riam, mas não estejam agarrados aos telemóveis a ver redes sociais. Dediquem esse tempo uns aos outros, os amigos são do mais importante que temos na nossa vida. E quem diz amigos, diz também família! A família também precisa da nossa atenção, é maravilhoso e imprescindível dedicar-nos aos elementos da nossa família e fazer algo em grupo. E sim, acontece muitas vezes estarem várias pessoas da mesma família aborrecidos (falo por experiência própria). 

fonte: weheartit.com

Esta lista pode até parecer insignificante, mas a verdade é que me ajuda muito quando estou a fazer nada e me sinto sozinha e aborrecida. Acabo por ocupar o meu tempo a fazer coisas que, talvez se estivesse bem, não me lembraria sequer de fazer. E, acima de tudo, faz-me muito bem à cabeça! Espero que, caso também se encontrem nesta situação, vos ter conseguido ajudar a encontrar uma forma de ocupar o tempo! 

quarta-feira, julho 01, 2015

JUNHO

O sexto mês, aquele que marca a chegada a meio de mais um ano. Despedimos-nos ontem de Junho, e dele fiquei com boas recordações, tal como outras menos agradáveis. 

Junho é o mês do Verão, de praia, sol, de sorrisos e passeios, o mês do início das férias para quem não tem exames. Foi o mês que marcou a minha despedida do segundo ano de licenciatura; que me arrebatou de despedidas durante a época das férias grandes; neste mês experimentei novos sítios e passei um fim-de-semana de festa quase non stop; Junho é mais um dos meus meses de nervosismo devido ao lançamento das notas finais, aquele que dita o meu percurso de mais um ano lectivo. Em Junho despedi-me de quatro das minhas pessoas favoritas, que partiram para a Holanda; consequentemente, também me foi partido o coração com a viagem delas. O mês 6 é o mês das festas de Lisboa, de marchas populares, do cheiro a sardinhas assadas, e esse foi também muito bem aproveitado por mim. O S. João é também festejado no Porto e em tantos outros pontos do país. Festa é festa, e ninguém dormiu!


Apesar de pobrezinho, no meu instagram ficaram marcados alguns dos meus momentos favoritos do mês que passou. Experimentei, pela primeira vez, os cachorros e batatas fritas do FRANKIE e - oh vida! - que delicia! A minha barriga ficou feliz com a gordice, e o meu coração também. E são incrivelmente baratos! Dai-me cachorros destes que a vida é nada. 

Como referi acima, em Lisboa festejam-se os Santos Populares, e as pessoas saem de casa para viver o ambiente de festa. Sardinhas,  vinho, cerveja, marchas populares, muita dança, cantoria e diversão: são palavras que definem a capital à noite, durante o mês de Junho. Escusado será dizer que aproveitei, e bastante bem!

Falando em festa, é o que faço quando vejo estas meninas à minha frente. Cerejas são o meu fruto favorito, e consigo comer - sem exagero - quilos e quilos delas. Basta que as metam à minha frente, e já não as vêm mais. Todos os anos anseio por esta época porque é quando as vejo à venda. Se puder, levo-as comigo para todo o lado, principalmente se for para a praia; têm sempre lugar garantido na minha mala, numa tupperware ao lado da minha toalha. As cerejas são capazes de ser a única coisa que me fazem engordar no verão, sem dúvida. 

O nascer do dia marcou-me muito no mês que passou. Vi-o três vezes, duas das quais estão aqui representadas. A primeira fotografia foi tirada no aeroporto, no terminal 1, ainda antes da despedida. Foi um dos dias mais especiais para mim porque, para além da aventura no aeroporto durante a noite, foi a última vez que o passei com quem partiu para fora. Marcou o início do dia em que elas se meteram num avião, levando consigo um bilhete de ida. 

A Ribeira das Naus e o Terreiro do Paço foram os lugares onde vi o dia nascer rodeada de amigos, após um aniversário. É também um dos meus momentos favoritos do mês, tendo sido único. A fotografia seguinte mostra duas das pessoas com quem passei essa noite e manhã. Estas duas, a Rita e a Cat, são as miúdas mais chatas, mas são aquelas com quem tenho uma amizade sólida e incrível. São a minha pain in the ass

Junho já passou, e entrámos num novo mês que, apesar de ter chegado com chuva em alguns pontos do país, tem tudo para ser incrível!

terça-feira, junho 30, 2015

20, 20, 19


E, no entanto, dás por ti a ouvir esta música com as tuas duas amigas mais chegadas da faculdade, enquanto estão deitadas em cima de uma cama a fazer os seus moves de dança e a cantar que nem umas galinhas à solta. Já é habitual juntarmos-nos no quarto da Rita e ouvir músicas antigas, enquanto nos sentimos nostálgicas e fazemos figuras que são desaconselháveis a qualquer outra pessoa senão nós as três.